Incerteza Viva – 32a Bienal de SP

No início de setembro, a 32ª Bienal de São Paulo abriu suas portas no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Sob o título Incerteza viva e curadoria geral de Jochen Volz, a mostra busca uma reflexão sobre as atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas.

São muitas obras presentes nos três andares da Bienal, então, se a intenção for uma visita detalhista, é bom lembrar que o dia passa correndo e nem todas as obras poderão ser apreciadas com total observação. Há também visitas guiadas que podem ser agendadas. Durante minha visita me ative às obras que mais gostei e mais me chamaram atenção. Por algumas obras de arte, confesso, passei um pouco batido.

Eu vejo a arte para sentir. Busco o belo no que vejo, seguindo a ideia de que “a beleza está nos olhos de quem vê”, cada indivíduo com seu repertório específico, então, esse conceito do belo é um tanto quanto relativo. Também aprecio e valorizo o conceito da obra de arte, porém, gosto de uma arte bem feita e bem finalizada. Acredito que os conceitos e as ideologias da arte não devem sobrepor a arte em si. Tudo é um conjunto que deve ser apresentado ao público em perfeita harmonia.

Vi obras maravilhosas, que tocaram minha alma e meus olhos de forma plena e intensa. Porém, vi obras que não gostei, não pela impressão que me causaram, afinal, esse sentimento também faz parte da arte, mas sim, porque achei que a elaboração ficou a desejar. É sempre bom lembrar que quantidade não é sinônimo de qualidade seja para uma feira, para uma exposição, para um acervo, enfim, melhor um número menor de obras em exposição, mas com uma seleção ainda mais acurada do que o contrário.

O tema da bienal desse ano é totalmente atual e presente no dia a dia de cada um de nós, logo, temos plena certeza que a busca fanática do homem por tudo, sua procura por novos caminhos e soluções e seus métodos muitas vezes errôneos, trazem mais incerteza ao nosso cotidiano, incessantemente volúvel e mutável, assim como nossos pensamentos e evolução. Olhar o mundo de forma ampla e plena nos dá a possibilidade de fazer a diferença na nossa própria evolução e na nossa própria história e, dessa forma, conseguir mudar não apenas nosso ponto de vista, mas o pensamento e o vivenciar macro em seu invólucro e essência.

Corre lá, a visita vale a pena!

Serviço:

32ª Bienal de São Paulo – Incerteza viva até 11 de dezembro de 2016

Terça, quarta, sexta, domingo e feriados: 9h-19h (entrada até18h) / Quinta e sábado: 9h-22h (entrada até 21h) / Fechado às segundas / Entrada franca

Pavilhão da Bienal / Av. Álvares Cabral, s/n – Parque do Ibirapuera, Portão 3, São Paulo-SP

Telefone: (11) 5576-7600

32-bienal-de-sp-8Obra de Victor Grippo (Crédito da foto: Fabi Loos)

OBS. O texto (com mais fotos) também está publicado no site Culture-se! http://culture-se.com/noticias/1500/incerteza-viva-e-o-tema-da-32-bienal-de-sao-paulo

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